terça-feira, 4 de junho de 2013

Dicas para ser mais criativo



Dicas para ser mais criativo

- Nunca se contente com a primeira ideia que lhe ocorrer. Busque outras para, entre muitas, escolher a melhor.
- Não se acomode. Sempre existe uma maneira de fazer melhor, mais rápido ou com menor custo aquilo que você já faz. Se você não pensar nisso, alguém irá pensar.
- Seja curioso. Evite reproduzir tarefas mecanicamente. Busque as causas, os porquês, as implicações. Muitas ideias surgem daí.
- Ideias não saem do nada. Associe, adapte, substitua, modifique, reduza. As combinações são infinitas.
- Não acredite em bordões como "isso nunca vai funcionar" ou "em time que está ganhando não se mexe". O novo sempre assusta. Toda ideia tem de quebrar resistências.
- Tenha iniciativa. Muitas boas ideias acabam no fundo da gaveta porque seus autores não tomam a decisão de mostrá-las aos outros.
- Ouça os outros. Principalmente se eles pensam diferente de você. As ideias se desenvolvem com a divergência.
- Faça de vez em quando coisas que contrariem seus hábitos, no trabalho ou no lazer.
Por exemplo: se você gosta de filmes de ação, assista a um drama romântico. Se for fã de rock, tente o jazz.

Faça trajetos diferentes quando sair para caminhar ou na ida e retorno do trabalho; pegue carona com amigos e aprecie os cenários; pegue um ônibus ou outros veículos coletivos... Cinema, teatro, atividades ao ar livre; movimente e agite os seus sentidos, mas tenha um pequeno bloco de notas ou um smartphone que saiba facilmente usar... Anote, guarde, grave toda e qualquer informação, visão, pensamento ou intuição... Tudo, individualmente ou mais provavelmente combinadas, poderá gerar uma criação... Uma bolação!

Vida prática para teóricos



Vida Prática para teóricos

Logo nos primeiros anos após a residência médica em Medicina Interna e depois Nefrologia – como uma extensão da Medicina Interna – fui convidado a dar consultorias na Unidade de Tratamento Psiquiátrico de um Hospital Universitário Geral.
Uma unidade inédita, dentro de um hospital geral, ampla, com dezenas de leitos, com área fechada e, portanto segura, com psiquiatras especialistas e pós-graduados, além de terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas e enfermeiras especializadas.
Tempos ainda difíceis para a psiquiatria, psicologia e psicanálise... Os recursos terapêuticos eram ou escassos ou traziam efeitos colaterais em excesso... As internações eram mais frequentes e as entidades clínicas muitas vezes ou eram causas ou consequências ou se sobrepunham as manifestações psíquicas.
Difícil separar o que era psíquico, biológico ou social, seguramente minha visão do tratamento integrado – biopsicossocial – fortaleceu-se nessas experiências.
Viajava dentre explicações estratosféricas dos colegas psiquiatras, agarrava-me nas observações clínicas, exames físicos, laboratoriais e de imagens para decifrar um mundo confuso de sintomas e sinais.
Entretanto, e felizmente, tínhamos um grupo psiquiátrico fortemente comprometido com o cuidado de excluir manifestações psiquiátricas primárias de comprometimento clínico secundário e esse comprometimento foi fundamental no diagnóstico e tratamento de centenas de pacientes com patologias clínicas passíveis de tratamento ou controle.
Com o passar dos anos e o progresso técnico, os diagnósticos foram tornando-se mais seguros e tratamentos inovadores também foram introduzidos levando a condutas técnicas seguras, pelo menos para quem acompanhou esse desenvolvimento com seriedade.
Hoje, com certa leviandade, até as comadres receitam antidepressivos com assertividade, mas trafegar nas entrelinhas da gama das manifestações psíquicas requer muito mais que isso...
Em primeiro lugar é necessário ter os pés em um chão bem estável, uma visão desconectada da estratosfera, uma percepção sensível sobre sintomas clínicos e situação social.
Tudo se completa e nos confunde... Fácil, somar sintomas e definir diagnósticos com base em critérios. Sem exame padrão ouro, como em tantas outras especialidades...
Em qualquer especialidade médica, mas especialmente na área psi, maior atenção e cuidado para não viajarmos livremente na estratosfera dos sintomas, mas também não afundarmos no lodo dos critérios diagnósticos...
Escutar, escutar e mais escutar... Perceber e entender a linguagem não verbal... Atrair e pontificar questões pobremente apresentadas...
Deixar-se usar por algum tempo para ampliar sintomas e sinais pobremente ou mal ignorados... Impensados ou recusados...
Vida prática para teóricos... Uma janela para sedimentar percepções filosóficas, psicológicas, psiquiátricas e clínicas...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou dois automóveis abandonados na via pública; dois automóveis idênticos, da mesma marca, modelo e até cor. Um deixado no Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e o outro em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia.

Dois automóveis idênticos, abandonados em dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada lugar.

Resultou que o automóvel abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas. Perdeu as janelas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, o automóvel abandonado em Palo Alto manteve-se intacto.

É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando o automóvel abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.

O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o do Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?

Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem a ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido num automóvel abandonado transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo. Cada novo ataque que o automóvel sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores.

Se se quebra um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o conserta, muito rapidamente estarão quebrados todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são punidas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor aos gangs), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujeira das estacões, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno delito, conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, o prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'.

A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão 'Tolerância Zero' soa como uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança.

Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia. De fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero. Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.

Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

domingo, 30 de maio de 2010

O Tesouro de Bresa

Há uma história muito interessante, chamada "O Tesouro de Bresa", onde uma pessoa pobre compra um livro com o segredo de um tesouro. Para descobrir o segredo, a pessoa tem que decifrar todos os idiomas escritos no livro.
Ao estudar e aprender estes idiomas começam a surgir oportunidades na vida do sujeito, e ele lentamente (de forma segura) começa a prosperar. Depois ele precisa decifrar os cálculos matemáticos do livro. É obrigado a continuar estudando e se desenvolvendo, e a sua prosperidade aumenta. No final da história, não existe tesouro algum - na busca do segredo, a pessoa se desenvolveu tanto que ela mesma passa a ser o tesouro.
O profissional que quiser ter sucesso e prosperidade precisa aprender a trabalhar a si mesmo com muita disciplina e persistência. Vejo com freqüência as pessoas dando um duro danado no trabalho, porque foram preguiçosas demais para darem um duro danado em si mesmas. Os piores são os que acham que podem dar duro de vez em quando. Ou que já deram duro e agora podem se acomodar. Entenda: o processo de melhoria não deve acabar nunca. Acomodação é o maior inimigo do sucesso!!!
Por isso dizem que a viagem é mais importante que o destino. O que você é acaba sendo muito mais importante do que o que você tem. A pergunta importante não é "quanto vou ter?", mas sim "no que vou me transformar?" Não é "quanto vou ganhar?", mas sim "quanto vou aprender?". Pense bem e você notará que tudo o que tem é fruto direto da pessoa que você é hoje. Se você não tem o suficiente, ou se acha o mundo injusto, talvez esteja na hora de rever esses conceitos.
O porteiro do meu prédio vem logo à mente. É porteiro desde que o conheço. Passa 8 horas por dia na sua sala, sentado atrás da mesa. Nunca o peguei lendo um livro. Está sempre assistindo à TV, ou reclamando do governo, do salário, do tempo. É um bom porteiro, mas em todos estes anos poderia ter se desenvolvido e hoje ser muito melhor do que é. Continua porteiro, sabendo (e fazendo) exatamente as mesmas coisas que sabia (e fazia) dez anos atrás. Aí reclama que o sindicato não negocia um reajuste maior todos os anos.
Nunca consegui fazê-lo entender que as pessoas não merecem ganhar mais só porque o tempo passou. Ou você aprende e melhora, ou merece continuar recebendo exatamente a mesma coisa. Produz mais, vale mais? Ganha mais. Produz a mesma coisa? Ganha a mesma coisa. É simples. Os rendimentos de uma pessoa raramente excedem seu desenvolvimento pessoal e profissional. Às vezes alguns têm um pouco mais de sorte, mas na média isso é muito raro.
É só ver o que acontece com os ganhadores da loteria, astros, atletas. Em poucos anos perdem tudo. Alguém certa vez comentou que se todo o dinheiro do mundo fosse repartido igualmente, em pouco tempo estaria de volta ao bolso de alguns poucos. Porque a verdade é que é difícil receber mais do que se é.
Como diz o Jim Rohn, no que ele chama do grande axioma da vida: "Para ter mais amanhã, você precisa ser mais do que é hoje". Esse deveria ser o foco da sua atenção. Não são precisos saltos revolucionários, nem esforços tremendos repentinos. Melhore 1% todos os dias (o conceito de "kaizen"), em diversas áreas da sua vida, sem parar.
Continue, mesmo que os resultados não sejam imediatos e que aparentemente superficialmente pareça que não está melhorando. Porque existe, de acordo com Rohn, um outro axioma: o de não mudar: "Se você não mudar quem você é, você continuará tendo o que sempre teve".
Colaboração: Wilma

domingo, 25 de abril de 2010

Aladim e a lâmpada maravilhosa (re-leitura)



Scheherazade foi genial em entreter o Sultão e preservar sua cabeça com os Contos das Mil e umas noites, mas uma re-leitura moderna da lenda de Aladim poderia ser assim... (Contribuição de Renato Antunes Oliveira)

Aladim caminhava por uma viela estreita e escura quando um cálido brilho no chão chamou sua atenção.
Aproximando-se, viu que era uma lâmpada.
Estava a olhá-la por vários ângulos quando viu sob a poeira algo que parecia ser algum escrito.
Passou a mão no local e subitamente uma grande luz branca começou a surgir do bico da lâmpada.
Aladim assustou-se e deixou cair a lâmpada, enquanto uma grande forma humana masculina ia se formando no espaço antes vazio.
Ao invés de terminar em pés, suas pernas se afunilavam na direção do bico da lâmpada.
A forma algo fantasmagórica flutuava envolta por uma aura oscilante.
Antes que Aladim pudesse sequer avaliar a situação, a forma disse com voz grave e firme :
-- Sou o Gênio da Lâmpada, e você tem direito a um desejo.
Recobrando-se, Aladim compreendeu logo a situação e, sem questionar porque era um só desejo, já ia dizendo algo quando o Gênio continuou :
-- Mas há três condições.
Três condições ? Onde já se viu gênio ter condições para atender desejos ?
Aladim continuou ouvindo.
-- Primeira condição : o que quer que você deseje, deve se realizar antes em sua mente.
Aladim já ia perguntar o que isto queria dizer, mas o Gênio não deixou :
-- Segunda condição : o que quer que você deseje, deve desejar integralmente, sem conflitos.
Desta vez Aladim esperou.
-- Terceira condição : o que quer você deseje, deve ser capaz de continuar desejando para continuar a ter.
Aladim, ansioso por dizer logo o que queria, fez o primeiro desejo assim que pôde falar :
-- Eu quero um milhão de dólares !
-- Já se imaginou tendo um milhão de dólares ?
Aladim agora entendera o que queria dizer a primeira condição.
Na mesma hora vieram à sua mente imagens de si mesmo nadando em dinheiro, comprando muitas coisas, Mas ao se imaginar, questionou-se se teria que compartilhar parte do dinheiro com pobres ou outras pessoas.
Aí entendeu a segunda condição, e percebeu que seu desejo não poderia ser atendido.
Aladim então buscou então algum desejo que poderia ter sem conflitos.
Pensou, pensou, buscou e por fim disse ao Gênio :
-- Senhor Gênio, eu quero uma companheira bela, sábia e carinhosa.
Aladim tinha se imaginado com uma mulher assim e sentiu que aquilo ele queria de verdade, sem qualquer conflito.
O Gênio fez um gesto e de sua mão saiu um feixe de luz esverdeada na direção do coração de Aladim.
Este teve uma alucinação, como um sonho, de estar vivendo com uma mulher bela, sábia e carinhosa por vários anos.
E viu-se então enjoado, não a queria mais depois de tanto tempo.
Voltando à realidade, Aladim lembrou-se das cenas e viu que aquele desejo também não poderia ser atendido.
Entristeceu-se, pensando que jamais poderia querer e continuar querendo algo sem conflitos.
Algo aparentemente aconteceu.
O rosto de Aladim iluminou-se, e ele se empertigou todo para dizer ao
Gênio que já sabia o que queria.
-- Sim? O Gênio foi lacônico. Aladim completou, em um só fôlego :
-- Eu desejo que você me dê a capacidade de realizar os desejos que eu imaginar em minha mente sem conflitos !
Final 1
O Gênio estendeu uma das mãos e, projetando um jato de luz multicolorida em Aladim, transformou-o em um Gênio da Lâmpada.
Final 2
Algo inesperado aconteceu : o Gênio foi se soltando da lâmpada, formaram-se duas pernas completas no seu corpo e ele desceu devagar até finalmente apoiar-se no chão, em frente a Aladim, que o olhava com um ar interrogador.
-- Obrigado, disse o Gênio, sorridente.
Estava escrito que eu seria libertado quando alguém pedisse algo que já tivesse ! 


sábado, 16 de janeiro de 2010

As Quatro Questões de Allen



       Para ter sucesso verdadeiro, faça quatro perguntas para si mesmo: Por
que? Por que não? Por que não eu? Por que não agora? - James Allen

Por que...? Encontre a razão mais profunda e verdadeira para algo, e essa
razão manterá você vivo em um mundo de sonânbulos. Entenda as razões
e os motivos verdadeiros, antes de tomar uma decisão. Pergunte-se todo
o tempo: "por que devo fazer essa coisa, e não aquela? " Entenda o que
se passa dentro de você. Entenda os motivos mais profundos pelos quais
algo deve ser feito em sua empresa ou departamento, em sua comunidade,
sua equipe ou família. Por que...?. Enquanto você não tiver esclarecido
isso para si próprio, as razões sempre serão frágeis e você poderá ser
derrubado, ou derrubada, muito facilmente. Por que quero me casar com
ela? Por que quero mudar de carreira? Por que temos que mudar este
produto? Por que quero este diploma?. Enfim, encontre uma razão e
apegue-se a ela.

Por que não? O que impede você de fazer isso? Na maioria das vezes,
demoramos demais para fazer algo, simplesmente porque novas idéias
fazem a gente assumir que, se não foi feito antes, provavelmente não
deve ser feito. Será? Procure os motivos para não fazer algo. Muitas
vezes, você vai descobrir que não existe motivo real algum para não
fazer isso. Então... por que não? Pense, e responda: Por que não
romper? Por que não fundar essa empresa? Por que não escrever este
livro? Por que não ter filhos? Por que não procurar outro emprego? Por
que não fazer este curso? Por que não dar aquele telefonema? Por que
não arriscar? Pergunte-se sempre: Por que não?

Por que não eu? Se alguém tem que fazer algo, você pode ser este alguém.
Inúmeras vezes, encontramos a razão para que algo seja feito e, ao
perguntarmos "por que não?", vemos que nada impede que seja feito. A
próxima pergunta lógica: por que não eu? Sim, talvez você seja
exatamente a pessoa que deva começar isso. Alguém tem que escrever este
 livro: por que não você? Alguém tem que propor este produto: por que
não você? Alguém que que defender esta idéia na câmara ou no senado:
por que não você? Alguém tem que reconciliar a família: por que não
você? Alguém tem que dar o primeiro passo: por que não você?

Por que não agora? As vezes, o melhor momento para começar algo é...
Imediatamente. Se algo tem que ser feito, se não há razão sólida para
que este algo não seja feito e se você mesmo pode fazer isso, então
vem a última pergunta: Por que não fazer isso agora? Tantas vezes na
vida, nós passamos pelas primeiras três perguntas e, então, fazemos de
conta que somos eternos... Que podemos fazer aquilo em algum momento no
futuro, quando... tivermos o diploma... os filhos tiverem crescido... a
aposentadoria chegar... P A R E. Isso é apenas uma armadilha do lado
temeroso de sua mente. Não espere o dia perfeito. O dia perfeito é
hoje. Se não hoje... quando?

Siga o conselho de James Allen: "para ter sucesso verdadeiro, faça
quatro perguntas para si mesmo: Por que? Por que não? Por que não eu?
Por que não agora?



  Aldo Novak

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Estratégias Mentais

O que você deve fazer de dentro para fora

 
 
Pense sempre, de forma positiva. Toda vez que um pensamento negativo vier à sua cabeça, troque-o por outro!

Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso do dia para a noite; assim como um .atleta., treine muito.

Não se queixe. Quando você reclama, tal qual um ímã, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras. A
maioria das coisas que acabam dando errado, começa a se materializar quando nos lamentamos.

Risque a palavra culpa do seu dicionário. Não se permita esta sensação, pois quando nos punimos, abrimos nossa retaguarda para
espíritos opressores e agressores, que vibram com nossa melancolia. Ignore-os.

Não deixe que interferências externas tumultuem o seu cotidiano. Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida.
Isto é contagioso. Seja prestativo com quem presta. Sintonize com gente positiva e alto astral.

Não se aborreça com facilidade e nem dê importância às pequenas coisas. Quando nos irritamos, envenenamos nosso corpo e nossa
mente.

Procure conviver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez.

Viva o presente. O ansioso vive no futuro. O rancoroso, vive no passado. Aproveite o aqui e agora. Nada se repete, tudo passa.
Faça o seu dia valer a pena. Não perca tempo com melindres e preocupações, pois só trazem doenças.

A água purifica. Sempre que puder vá a praia, rio ou cachoeira. Em casa, enquanto toma banho, embaixo do chuveiro, de olhos
fechados, imagine seu cansaço físico e mental e que toda a carga negativa está indo embora por água abaixo.

Ande descalço quando puder, na terra de preferência. Em casa, massageie seus pés com um creme depois de um longo dia de
trabalho. Os escalde em água morna. Acrescente um pouco de sal para se descarregar.

Mantenha contato com a natureza; tenha em casa um vaso de plantas pelo menos. Cuide dele com carinho. O amor que dedicamos às
plantas e animais acalma o ser humano e funciona como relaxante natural.

Ouça músicas que o façam cantar e dançar. Seja qual for o seu estilo preferido, a vibração de uma canção tem o poder de nos
fazer sentir vivos , aflorando a nossa emoção e abrindo o nosso canal com alegria.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo o impeça de tentar!

Liberte-se!!! Sempre que puder livre-se da rotina e pegue a estrada, nem que seja por um único dia.

Conheça novos lugares e novas pessoas.

Viva a Vida!!!!!

Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque... embora quem quase morre
esteja vivo, quem quase vive já morreu.

O medo nos afasta das derrotas....mas das vitórias também!!!!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Minissaia e a liberdade à Brasileira...

Por Adriana Berger, Professora de História e Literatura Brasileiras.

Expresso preocupação com a teoria e a prática da liberdade que se alastram pelo país, a liberdade à brasileira.

Pelo que vi em grandes e pequenas cidades, o Brasil passa por um momento de grande licenciosidade, vulgaridade, superficialidade, besteirol.

Vi meninas dançando em cima de garrafas, sexo aberto em bailes e shows; em novelas, programas de entretenimento, o corpo da mulher é usado e abusado.

90% da programação nacional da TV aberta é sobre cirurgia plástica, cosméticos, penteados, fofocas, brigas domésticas, rezas e "curas", receitas, remédios, cães e bichos, violência, piadas de bêbado e homossexual.

"Psicólogos", "conselheiras" sentimentais e familiares usam sofrimentos de pessoas em programas sensacionalistas.
Há "formadores de opinião" para qualquer assunto.

Afirmo, sem medo de errar, que nós precisamos é de formadores de caráter!

Há um grande apagão cultural. É como se todos estivessem sonâmbulos. Não se discute nada de profundo, alternativas para o país. A juventude, sem sonhos e poesia, não tem em quê ou em quem se inspirar. Contrabando é crime, mas, artigos contrabandeados são vendidos nas ruas, na cara da polícia.

O cerrado e a floresta, destruídos, as cidades em colapso no trânsito e na urbanidade, crime e violência por toda parte. Milhões de brasileiros nas filas de atendimento da péssima saúde pública!

O Brasil continua exportando matéria-prima e importando bugigangas, há baixas produção científica e tecnológica, cada vez menos formandos em matemática, engenharia, física, química, biologia, ciências exatas.

Se escolas e universidades se comportassem como instituições a formar cidadãos para o equilíbrio social e moral do país, discussões públicas velhas e exageradas como essa da minissaia em universidade paulista não prosperaria.

O "x" da questão não está na altura da saia rosa-choque da aluna, mas como, onde e por que, foi usada.
O que fez parte da "imprensa séria", onde microfones e páginas estão nas mãos de "formadores de opinião"? Usou o assunto para aumentar audiência e tiragem!

Isto é critica à Uniban, por seu interesse mercantilista.

O que fez a revista, ao dar capa à minissaia com reportagem cheia de frases do movimento feminista dos anos 60/70?

Nenhuma palavra sobre regras, normas, comportamento nas escolas, em sala de aula, respeito mútuo. Destacaram mulheres com os seios de fora em Brasília, defensoras da garota da capa.

A star is born (Nasce uma estrela)
Com apoio da TV Globo nasce uma estrela nos costumes e no show biz brasileiro.
O cenário se repete: A moça já foi convidada para posar nua; vai desfilar na escola de samba Porto da Pedra.
Em breve poderá ter seu espaço televisivo e ser mais uma formadora de opinião.

No programa "Altas Horas" ela sentou-se na cadeira da fama, mas de jeans. Mandou recado para milhões de garotas: "a roupa é minha, visto como quiser, às sextas sempre vou a baladas e já saio de casa vestida e não devo satisfação a ninguém, aquele vestido é um dos mais discretos que uso". Recebeu apoio de universitárias de Brasília com os seios à mostra: "se quiser ir nua que vá, é a liberdade de cada um; o corpo é meu, ninguém tem nada com isso".

O apresentador do programa, com cara de pateta, cercado por estudantes-tietes, achando-se o máximo por promover a "liberdade".

Uma aluna de minissaia, saltos altos, super maquiada, produzida para baladas, em aula noturna, no meio de marmanjos, ou está com problemas de aceitação, chamando atenção para ser notada; ou não sabe a diferença entre o vulgar e o popular; ou está querendo bagunçar com um confronto premeditado.

Nas escolas do mundo todo há normas, uniformes, regras de comportamento onde muçulmanos, cristãos, budistas, ateus, ricos e pobres, educam jovens que continuarão a defender valores e princípios de seus povos e países.

Psicólogos e professores, ao perceberem o comportamento da aluna, deveriam ter conversado com ela, orientando-a, ajudando-a a superar fobias e rejeições. Não o fizeram.
A reação de estudantes foi desmedida, vazia de conteúdo.

Sem instituições sólidas, cria-se a liberdade à brasileira.
Em que ou em quem se espelha a aluna do microvestido?
O que tem aprendido em ética, valores, comportamento e convivência social? O que ela ouve e vê a seu redor?
"Sou livre, visto o que quiser a hora que quiser".

Num país sem retentores morais, com apatia política e cultural, sem critérios, a garota não tem a quem responder ou dar satisfação, nem em casa, nem na escola; nem à sociedade, nem ao país.

"Se, juiz e desembargador podem, eu posso; se deputado e senador fazem, eu também posso fazer; se o presidente, seus ministros, o prefeito, podem, eu também posso".

A TV incentiva quebradores de regras. Cria espaço para mulher-melancia, samambaia, melão, morango. Popozudas ensinam danças, abrem as nádegas e, se abaixam, para mostrar mais.

O "Fantástico" da TV Globo, no dia 15 de novembro entrou em milhões de lares promovendo o livro e o filme da ex-prostituta Surfistinha, a garota da mina saia e o concurso Menina Fantástico. A Proclamação da República, data histórica do povo brasileiro não interessa. Não dá IBOPE!

Em dez minutos, a Globo daria a milhões de jovens uma necessária aula da queda do Império, da velha República, da Era Vargas, JK, da ditadura militar e, em 15 de novembro de 1989, a Nova República.

Estão rasgando páginas de nossa história. A memória nacional se extingue. Com tanta noticia que precisa ser dada ao povo, o noticiário noturno (Globo), no dia 16/11, se despediu destacando prostituta de noticia velha de tablóide inglês.

O que ensina e estimula a mais rica e poderosa escola do Brasil? Não há na TV aberta brasileira (concessão pública) incentivo ao cumprimento de leis, a regras de respeito mútuo, à solidariedade e cooperação.
Destaques -astros e estrelas- são os da marginalidade, corruptos bem-sucedidos, políticos mentirosos, os da sexualidade vulgar.

Meu querido Brasil: rico por natureza, mas pobre de cidadania, princípios e ética.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Acreditar


Um viajante ia caminhando em solo distante,
as margens de um grande lago de águas cristalinas.
Seu destino era a outra margem.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte.
A voz de um homem coberto de idade, um barqueiro, quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.
Logo seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo.
Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, o viajante pode observar que se tratava de duas palavras, num deles estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro AGIR.
Não podendo conter a curiosidade, o viajante perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro respondeu pegando o remo chamado ACREDITAR e remando com toda força.
O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava.
Em seguida, pegou o remo AGIR e remou com todo vigor.
Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, remou com eles simultaneamente e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago chegando ao seu destino, à outra margem. Então o barqueiro disse ao viajante:
-- Esse porto se chama autoconfiança. Simultaneamente, é preciso ACREDITAR e também AGIR para que possamos alcançá-lo!

A saúde totalitária

ELISABETH ROUDINESCO

ESPECIAL PARA O "LE MONDE"

É na tradição de Georges Canguilhem, para a história da ciência médica, e de Michel Foucault, para a crítica de seus exageros, que Roland Gori, psicanalista e professor de psicopatologia, e Marie-José del Volgo, médica e psicóloga, abordam em um belo ensaio uma das questões centrais para a medicina moderna [em "La Santé Totalitaire", ed. Denoël] : o que fazer com o sofrimento moral dos pacientes confrontados, de um lado, com a grande precisão das técnicas de exame, avaliação e verificação - radiologia, tomografia, ressonância magnética, controles sanguíneos - e, de outro, com a formidável eficácia dos tratamentos pesados: cirurgia, radioterapia, quimioterapia etc.?

Antigamente a morte pertencia a Deus, o único habilitado a dar a vida e a tirá-la. A doença era então considerada uma maldição enviada aos homens que haviam traído as leis da cidade ou da genealogia ou como uma punição infligida àqueles que haviam pecado. Durante séculos, a medicina foi exercida por "homens da arte" - filósofos e práticos - que se encarregavam do governo dos corpos e das almas.

Mas com o surgimento da medicina científica, ao longo do século 19, um novo tipo de médico assumiu o lugar outrora ocupado por Deus. Cercado de respeito, este se pôs a dirigir com a autoridade de um rei o destino de seus pacientes, escondendo deles a verdade e escolhendo para seu bem um tratamento adequado.

Hoje em dia essa situação se inverteu. Transformado em simples especialista, o médico não é mais o senhor em seu domínio. E de repente o paciente é convidado a dar um "consentimento esclarecido" ao tratamento que lhe administram. Mas como ser parceiro de um sofrimento que a ciência médica, muitas vezes, domina somente como estatística?

Pelo próprio fato de sua sofisticação, os tratamentos destinados às patologias graves não podem levar em conta os estados de alma e as angústias ligadas ao surgimento da doença. Pior ainda, às vezes eles têm um efeito devastador sobre o paciente fragilizado. Quem não tremeu enquanto esperava o resultado de um exame que poderia confirmar ou negar um prognóstico sombrio?

Sabemos que os progressos da medicina moderna tiveram como efeito nefasto estender as categorias da norma e patologia a comportamentos sociais que não são conseqüência de uma doença, mas de uma vontade de normalizar as consciências.

Assim nasceram os desvios de um higienismo de Estado, do qual somos herdeiros e que consistem, além das políticas necessárias de saúde pública, em medicalizar todos os atos de nossa existência: paixões, sexo, pensamento, alimentação, modos de vida. Daí o nascimento de uma mentalidade securitária que visa a tornar o paciente responsável por suas doenças e pelos danos que elas causam à sociedade. Hoje, o problema orgânico não vem mais dos deuses nem da natureza, mas de comportamentos humanos considerados desordenados ou errados.

Mas esse progresso também teve por conseqüência favorecer em escala mundial o divórcio entre a abordagem do corpo e a da alma. Quando o especialista dos países ricos se baseia na ciência para aplicar aos pacientes terapêuticas impessoais, este se sente obrigado, para tratar sua alma, a recorrer a medicinas ditas "alternativas" e sem eficácia.

Ao contrário, nos países pobres, onde a medicina científica ainda não foi implantada, as terapêuticas tradicionais se ocupam da alma enquanto finge curar o corpo.

Assim, quanto mais a medicina enriquece em resultados diante da doença, mais ela empobrece em sua relação com o paciente. Mas, quanto mais ela é ineficaz no plano orgânico, mais é benéfica para a alma do paciente cujo corpo é abandonado à morte. Sem renunciar a uma opção explícita a favor da medicina científica e sem ceder jamais a maniqueísmos, Gori e Del Volgo mostram que é preciso reinventar uma abordagem do paciente que leve em conta tanto as necessidades científicas quanto o sofrimento psíquico.

Elisabeth Roudinesco é historiadora da psicanálise francesa, autora de "Jacques Lacan" (Companhia das Letras) e "Por Que a Psicanálise" (Jorge Zahar).

Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves.


Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto de um hospital.
Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama o tempo todo. Eles conversavam muito. Falavam sobre mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, aonde costumavam ir em suas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia se sentar, ele passava o tempo todo descrevendo ao seu companheiro de quarto todas as coisas que ele podia enxergar através da janela. O homem na outra cama começou a criar o hábito de esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições de seu companheiro.
Ele dizia que da janela dava para ver um parque com um lago magnífico, onde patos e cisnes nadavam e muitas crianças brincavam com seus barquinhos de papel. Jovens namorados andavam abraçados no meio das flores que, de tão lindas, encantavam qualquer um que passasse próximo do local.
Grandes árvores cheias de elegância na paisagem e uma fina linha laranja podiam ser vistas do horizonte.
Quando o homem próximo da janela fazia as suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava os seus olhos e imaginava a cena descrita.
Em uma tarde quente de verão, o homem próximo a janela descreveu um desfile, que, embora não pudesse ouvir a música podia, todavia, descrever com clareza a linda cena que se passava.
Dias e semanas se passaram desde então. Em uma manhã bonita e ensolarada a enfermeira chegou trazendo água para o banho dos dois homens, mas um deles estava morto...
O homem que estava próximo da janela havia morrido, pacificamente, durante o seu sono noturno. A enfermeira estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo.
Assim que julgou conveniente , o outro homem, pediu para que a enfermeira o colocasse próximo da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor e depois de verificar que o paciente estava confortável, o deixou sozinho no quarto.
Vagarosamente, pacientemente, lutando contra a dor, ele conseguiu finalmente apoiar seus cotovelos para olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, para poder ver através da janela, e quando conseguiu, deparou-se com um muro todo branco.
Ele perguntou para a enfermeira, assim que teve a chance, o que havia levado o seu amigo a lhe descrever coisas tão belas ao longo dos dias que lhe restavam, pois daquele local a única coisa que podia ser vista era o imenso muro branco.
A enfermeira respondeu que aquele homem era cego...

Filho, nem sempre mostrar a vida como ela é ajuda quem queremos ajudar ou consolar...

Beijo do seu pai...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Três educadores... expressões maiores de um mundo livre...

- Maria Montessori e o Método Montessoriano In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Montessori

- Paulo Freire e o Método Paulo Freire In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire

- O melhor dos três: August Boal In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Boal

A educação da liberdade e o fim da opressão...

A teoria dos três estados de desenvolvimento moral


Trechos extraídos do Livro Minhas indagações sobre a marcha da natureza no desenvolvimento da espécie humana escrito por Pestalozzi em 1797, (traduzido do original alemão Meine Nachforschungen über den Gang der Natur in der Entwicklung des Menschengeschlechts):
Estado natural

O homem nesse estado é filho puro do instinto, que o conduz simples e inocentemente para todos os gozos dos sentidos.

Estado social

O homem como espécie, como povo não se submete ao poder como ser moral, nem tampouco entra na sociedade e na cidadania para servir a Deus ou amar ao próximo. Ele entra na sociedade e no estado de cidadania para tornar sua vida mais alegre e para gozar tudo o que seu ser animal e sensorial tem que gozar e para que seus dias sobre a terra transcorram satisfeitos e tranqüilos. O direito social não é assim um direito moral, mas apenas uma modificação do direito animal. ( …)

O poder só pode exigir de mim que eu seja um homem social. Ele não pode exigir que eu seja um homem moral. Se eu o sou, sou-o para mim e não para ele. O poder só pode exigir de mim que eu seja um homem moral na medida em que ele mesmo o seja, isto é, se ele não for poder, não se comportar como poder. Só pode exigir de mim, se ele viver a força de sua divindade, não para ser servido, mas para servir e dar a vida para a redenção de muitos. (…)

Simples satisfação é a cota do estado natural. Esperança é a cota do estado social. Não pode ser diferente: toda a estrutura da vida social repousa em representações que basicamente não existem – ela é uma representação. Propriedade, lucro, profissão, autoridade, leis são meios artificiais para satisfazerem minha natureza animal pela escassez de liberdade animal. (…)

Estado moral

Se eu alcançar na minha condição e na profissão tudo o que eu posso alcançar, se minha felicidade está garantida pelo direito, em suma, se eu, no pleno sentido da palavra, for um cidadão e se a palavra de meu país, liberdade – liberdade –, soasse novamente na boca dos homens honestos e felizes, estaria eu então satisfeito no meu íntimo? Deveria pensar que sim, mas não é verdade (…), o direito social não me satisfaz, o estado social não me realiza, não posso permanecer tranqüilo sobre o fundamento da minha formação civil, como não posso permanecer no mero prazer sensual e animal – sou , em todo o caso, através dessa formação, emudecido; na minha alma entraram desconfiança, sinuosidade e intranqüilidade, que nenhum direito social pode desfazer. (…)

Se eu te declaro animal no envoltório do teu nascimento, não coloco o objetivo da tua perfeição nos limites do invólucro da tua origem. Vejo o interior do teu ser como divino, assim como o ser interior da minha natureza (…). Se o homem planta uma árvore ou uma flor, ele a enterra no solo, põe esterco na raiz e a cobre de terra. Mas o que ele faz com tudo isso ao ser íntimo da flor? O material, através do qual a semente se desenvolve, é em toda a natureza infinitamente de menor valor que a semente em si. (…)

Logo vi que as circunstâncias fazem o homem, mas vi também que o homem faz as circunstâncias, tem uma força em si mesmo que pode conduzir de várias maneiras, segundo sua vontade. (…)

Como obra da natureza, sinto-me livre no mundo para fazer o que me agrada e me sinto no direito de fazer o que me serve.

Como obra da espécie, sinto-me no mundo atado a relações e contratos, fazendo e suportando o que essas relações me prescrevem como dever.

Como obra de mim mesmo, sinto-me livre do egoísmo da minha natureza animal e das minhas relações sociais, e ao mesmo tempo no direito e no dever de fazer o que me santifica e o que santifica o meu ambiente.(…)

Como obra da natureza, sou um animal perfeito. Como obra de mim mesmo, esforço-me pela perfeição. Como obra da espécie, procuro me tranqüilizar num ponto sobre o qual a perfeição de mim mesmo não é possível.

A natureza fez a sua obra inteira, assim também faze a tua.

Reconhece-te a ti mesmo e constrói a obra do teu enobrecimento sobre a consciência profunda de tua natureza animal, mas também com a consciência completa da tua força interior de viver divinamente no meio dos laços da carne.

Quem quer que tu sejas, acharás nesse caminho um meio de trazer tua natureza em harmonia contigo mesmo. Queres porém fazer tua obra apenas pela metade, quando a natureza fez a dela inteira? Queres estacionar no degrau intermediário entre tua natureza animal e tua natureza moral, sobre o qual não é possível o acabamento de ti mesmo? – Então não te espantes de que serás um costureiro, um sapateiro, um amolador ou um príncipe, mas não serás um homem.

Não te espantes então de que tua vida seja uma luta sem vitória e que nem sequer te tornes o que a natureza, sem a tua ação, fez de ti – mas muito menos serás um meio-homem civil. (…)

O princípio de que o bem do homem e o direito do homem repousam inteiramente na subordinação das minhas exigências animais e sociais à minha vontade moral é outra maneira de dizer o resultado do meu livro.


Johann Heinrich Pestalozzi


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ESCRITO POR REGINA BRETT (90 ANOS)



"Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi.
Meu taximetro chegou aos 90 em Agosto. Então aqui está a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3 A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para descordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
9. Poupe para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10.. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente. (Uma de minhas favoritas)
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.

14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe: Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeiroso.
18. O que não te mata realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas, coloque lençóis bonitos, use lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante. Depois, deixe-se levar pela maré..
23. Seja excêntrico agora. Não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.
26. Encare cada "chamado desastre" com essas palavras: em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais se leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo que você fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela AGORA!
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa no final é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como você se sinta: levante, se vista e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente!!!